
Mas recebi uma nova convocação, assim como outros mil e tantos classificados que ainda poderiam concorrer pelas vagas... E lá fui eu, num domingo chato, fazer uma nova redação. Um tema diferente (lógico), e agora com trilha sonora política do início ao fim (cool!). - 3h ininterruptas de propaganda eleitoral acima de qualquer medida 'decibel' politicamente aceitável.
Bom, para deixar claro, as primeiras redações foram anuladas por causa de uma ação conjunta na justiça por parte de alguns candidatos, onde estes afirmaram que os fiscais de sala (de uma sala no caso) mandaram assinar as folhas de redação, nas quais já constava o número de inscrição de cada candidato (espertos os caras, sendo que tinha um aviso bem explícito no edital, frisando este tópico em especial). Meses depois, resolveram anular as redações de todos os 27.000 candidatos, bem mais conveniente do que corrigir 40 redações assinadas né (“afinal, esse fato iria alterar drasticamente a lista dos classificados”)...
Sim, uma nova redação... E um novo 100!!! Mas dessa vez outros candidatos melhoraram também suas notas (como é bom ter uma segunda chance, com perspectivas de melhora; o que não era bem o meu caso, se eu torcesse muito contra os outros, no máximo dos máximos avançaria uma ou outra colocação, isso caso eu tirasse a mesma nota anterior, o que era pouco provável). Pois bem, mesmo assim, agora com 50 pessoas tirando 100 na redação (antes foram somente 13), fiquei em 54º, dentro dos 170 classificados que serão chamados agora no início do ano...

E vai ser mais um assunto que vai me ‘atucanar’ até o final desse ano. Assumir o cargo ou não assumir? Eis a questão. E eu pensando que já tinha questões suficientes para lidar... É algo positivo sim, e seria uma graninha muito bem-vinda, apesar de ficar apertado com a faculdade... Ah sei lá, já não sei mais o que fazer... Mas tentar planejar as coisas é foda! Sempre tem alguma coisinha para incomodar. Pelo menos, até agora, nenhuma negativa. E que assim seja!
Segue abaixo a segunda redação do concurso (trouxe o rascunho pra casa hehehe)... E no final do post a classificação final incluindo a classificação anterior...
Por um Funcionalismo Público Responsável
O processo eleitoral brasileiro é democrático e obrigatório, salvo alguns casos especiais. Isso significa que a opinião da população como um todo é refletida nos votos sugeridos por cada um, afinal o objetivo desse processo é eleger representantes do povo que, por um determinado tempo, tomarão decisões de grandes proporções. Nesse ponto, fatores como caráter, responsabilidade, idoneidade, bem como diversas outras características de ordem pessoal, tornam-se essenciais no momento de elegermos uma pessoa pública com tamanha incumbência.
O candidato a um cargo público apresenta suas propostas, seu trabalho, suas projeções e, como qualquer ser humano que preze o bom senso, sempre aspirará e lutará pelo melhor, pelo benefício coletivo, pelo progresso... Entretanto, nem sempre palavras categóricas e elegantes fazem o trabalho por si só, o eleitor não pode se permitir cair na conversa de campanhas eleitoreiras. O processo político, exigido pelas tarefas de cargos públicos, é muito complicado e não depende tão somente de uma pessoa; mas sim de um coletivo, de uma infinidade de pensamentos bem-intencionados, focados dentro da realidade e, principalmente, possíveis, concretos.
Dentro desse quadro, definido pela coletividade e por propostas eficazes, é de suma importância destacar a índole de todos os representantes públicos, afinal suas decisões certamente terão impacto sobre seus eleitores. Esse critério é bastante subjetivo e, mesmo quando factível ao demonstrar-se negativamente, seja em relação ao seu passado ou a suas intenções futuras, raramente essa informação chega aos ouvidos dos eleitores pouco interessados ou mesmo dos que julgam somente meras propostas.
Portanto, cabe ao voto do eleitor o poder e o dever principal, sabendo que o mesmo exige a consciência de que um funcionalismo responsável requer um voto igualmente responsável. Todos devem ter em mente a importância de seu papel: ao candidato, a transparência de caráter, a incansável busca pelo melhor coletivo; ao eleitor, a oportunidade de fazer parte de uma consistente construção de um futuro cada vez melhor.Vitório Reinaldo Backes(2ª Redação – Prova CONESUL – Assist. Administrativo - Pref. POA - 2008)
Classificação Final - Concurso Prefeitura de Porto Alegre 2008 (link 4shared)









2 comentários:
decisão "STJD Style" essa de anular todas as redações...
fiquei puto da cara! mais um pouco e ia pegar o telefone de alguns funcionários lá do MP e ficar ameaçando as famíllias deles...
heheheheh
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